Em 2006 quero ter voz e vez!

Aproximam-se as eleições! Em 2002 tivemos um estelionato eleitoral, cujos resultados aí estão. Será que, uma vez mais, nós da "maioria silenciosa", centrista e conservadora, ficaremos sem um candidato que nos represente autenticamente? Não queremos ser condenados a escolher o mal menor!

Name: Eleitor2006

Sunday, March 19, 2006

E o Estado de Direito?

Vejo com preocupação o que se passa nestes dias! A democracia pressupõe que os eleitores tenham diversas e variadas opções de candidatos, de diferentes partidos.

Ora, de forma acintosa, o Presidente Lula está interferindo no processo interno de um partido, que não é o seu (no caso o PMDB), através de aliados políticos que tem ali dentro, como o Senador José Sarney, para evitar que o partido apresente um candidato.

E o mais grave: essa intervenção é executada pelo Presidente do STJ, ministro Edson Vidigal, afilhado político de Sarney. O ministro concedeu liminar que suspendia as prévias do PMDB para escolha do candidato próprio à Presidência. Dada a liminar, voou para o Maranhão onde anunciou sua candidatura ao governo do Estado, com uma vice do PT.

Ao saber que sua liminar havia sido derrubada, voltou às pressas para Brasília para restabelecer a mesma e garantir assim que as prévias não se realizassem.

Tudo porque Sarney e Lula querem o PMDB aliado ao PT nas próximas eleições, para permitir a reeleição do Presidente.

Eu, eleitor2006, vejo tudo isso com muita apreensão. Não porque tenha partido, ou tenha especial simpatia pelo PMDB, mas porque considero o fato uma ameaça às instituições e ao Estado de Direito. Um Presidente que golpeia a liberdade de um partido através de um dos tribunais superiores do País!

Friday, March 17, 2006

Demagogia, um perigo!

Um dos perigos que ronda sempre os atos eleitorais é a demagogia. Substituindo-se muitas vezes às idéias e aos programas, ela enche os espaços com seus slogans vistosos e vazios, com suas propostas coruscantes mas falsas. A demagogia leva muitas vezes os políticos a se apresentarem como "salvadores da pátria". A não reconhecer o que os outros realizaram. A afirmar que antes deles nada existia. É preciso ficar alerta!

Sandra Cavalcanti, que foi deputada federal constituinte, aborda este problema de modo didático em artigo aparecido há dias na grande imprensa:

Quem chega ao poder e acha que tudo está na estaca zero ou é ignorante ou arrogante. E revela incomensurável soberba.

Esse refrão que o Lula repete a todo o momento, "nunca, antes de mim, etc.", levado à análise, seria muito comprometedor. Já foi até definido como Complexo de Pedro Álvares Cabral.

Lula não tem alma para entender que só está colhendo o que outros plantaram antes dele.

A filosofia de Lula é a dos piratas. Ganhe a luta! Saqueie o que encontrar! Aproprie-se do tesouro que achar! Não acredite no amanhã. O dia é hoje. A hora é agora! Lula pensa assim e seus seguidores também. Não ficam aos pés do povo. Querem o povo a seus pés. Não sabem servi-lo, mas sabem servir-se dele.

Wednesday, March 08, 2006

Votar é julgar

Votar tem algo de um julgamento. Sim, porque ao votarmos, fazemos nossas análises, nossas avaliações. Queremos saber em quem votamos, nas propostas que nos são apresentadas. Nem sempre é fácil obter respostas claras às indagações, mas votar é julgar.

Quando somos chamados a votar em alguém que já se elegeu anteriormente, nosso julgamento se estende ao que ficou para trás.

Por isso, eu eleitor2006, apreciei o artigo publicado por Mauro Chaves, jornalista e administrador de empresas, do qual gostaria de transcrever uns breves trechos:

Vamos definir os termos: perdoar é relevar a culpa, absolver é negar a culpa. Quem perdoa reconhece a responsabilidade do culpado, mas o dispensa de pena. Mas quem absolve admite a improcedência das acusações. (...)

Eis, pois, que reeleger um governante não é perdoá-lo por suas falcatruas – próprias, de subordinados ou agregados – mas sim absolvê-lo de todas as culpas (suas e dos seus) e admitir que ele faça tudo de novo. (...)

Reeleger, enfim – nas atuais circunstâncias – é desistir de vez dos escrúpulos, do freio à ambição a qualquer preço, do apreço pela coisa pública, da majestade do cargo presidencial, do profundo respeito pelo trabalho, pelo idioma, pela cultura e pela democracia (Reeleger é absolver,
“O Estado de S. Paulo”, 4 de março de 2006).

Saturday, March 04, 2006

Maioria silenciosa

Falar de maioria silenciosa, por quê? Porque na verdade o mundo oficial parece não prestar atenção em nós, não estar interessado em nos ouvir, em nos dar chance de expressar nossas idéias, nossas opiniões, nossas simples observações.

Senti-me interpretado ao ler as palavras de Reinaldo Azevedo, diretor da revista "Primeira Leitura". E como eleitor2006 quero compartilhá-las com aqueles que, como eu, eleitores anônimos fazemos parte desta maioria silenciosa.

Já o título chama a atenção! “De barulhentos e silenciosos”. O texto faz o contraste entre as minorias organizadas, influentes, reclamonas e acusadoras e a maioria silenciosa:

Ocorre que o verdadeiro oprimido brasileiro, hoje, é o branco, pobre, católico e heterossexual – pior ainda se for do sexo masculino. Ninguém quer saber dele. Nenhuma ONG o protege, não está inserido em nenhum programa de cota, ninguém o chama para uma passeata, e a mídia não se interessa por suas agruras. Um branco, pobre, católico e heterossexual é um zero à esquerda, é um nada. (...) E nem tem com quem se reunir para protestar.

A maioria é silenciosa. E os políticos no Brasil ainda não a descobriram, o que Bush fez com sucesso nos EUA. E ganhou a (re)eleição, quando a mídia americana e a mundial, esmagadoramente pró-Kerry, juravam que iria perder. (...)

Na antevéspera das eleições de 2006, talvez alguns políticos devessem considerar o que de fato perderiam em dar um pé no traseiro da imprensa politicamente correta e falar às maiorias. Não para esmagar as minorias, é claro, mas para não se deixar levar por uma agenda militante que tem de barulhenta e influente o que tem de minoritária.

Friday, March 03, 2006

Sete meses para as eleições

Dou início a este Blog no dia 3 de março. Daqui a sete meses teremos as eleições presidenciais, legislativas e para governadores de Estado.

Já se começam a delinear as candidaturas e o estilo de campanha. Sempre o mesmo, demagógico, ambicioso, altamente eleitoreiro, sem idéias.

Eu, eleitor2006, sou um desses milhões de brasileiros anônimos que no dia 3 de outubro irá às urnas. Um desses milhões de brasileiros que gostaria de ter voz e vez na vida pública. Um desses milhões de brasileiros, ignorado pelo mundo oficial e da propaganda, que vê desgostoso o País ser conduzido para as aventuras ideológicas da esquerda, tão distantes do sentir profundo de nosso povo.